sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Soneto à beira de um portugal de neandertês.

É, admito a idéia de jogar confetes
no gramático e ainda, a um hipotético
carnaval, dançar enfeitado sobre

a marquise de um museu de lembretes
(a biblioteca), a virar um patético
desses da novidade... Ah, que desdobre

minha condição de ridículo orfeu
ou orgulhoso judas (jamais tadeu)

de um pseudo-romantismo tão sincero.
É que pra descer da marquise alheia,
só pule eu, o mesmo, e, senão a contento,

trocadilho velho da lolita era,
se é para o bem (sossego da plateia),
e, se, a um voo sem asas e sem acento.

the, 11-02-010.

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