domingo, 6 de março de 2011

Dominguinhos (sem sanfona ou trocadilhos)

a João Henrique Vieira.

Televisão no domingo foi feito pra gente que foi derrotada e não sabe. A programação é passatempo de perdedor e, nunca por mais que doa, mesmo, já que a dor, no caso, vem por tratamento de cura da programação dominical popular (ainda poupemos uns poucos com TV a cabo, que não é-me o caso), é de fácil descanso que digo a quem passou uma semana de ardo trabalho: a televisão de domingo foi (a)feita a você que é trabalhador e/ou inativo combatente da vida, que não mata o patrão, mas um leão por dia pra protegê-lo. Afinal, quem ler/leu a arte da guerra? Besteira! Quem precisa de ler nada... !? Quem tem seu programa dominical televisivo de quase pleno o dia precisa ler alguma coisa? Tudo que se precisa saber sobre mundo está guardado no domingo. Mas há quem, de cruel deslumbramento, não o possa... E o fato de se explicar o porquê de a TV de domingo ser (a)feita a quem é seu arrebatado e não sabe, é não explicando a este que se tem dono vencedor de sua TV. Pronto.
Posso não ter família, mas tenho uma TV; posso não namorar, mas tenho TV; posso não ter dinheiro, mas eu posso comprar uma TV. O vencedor está na TV. O super-herói dominical é a TV. O presidente da republica é a TV. Aparecer na televisão pulando, à paralela, atrás das câmeras é rito de vitória. Como se diz ao derrotado quem ele é, se todo domingo ele está na TV? Sem conselho algum ao seu domingo: tudo que se precisa saber sobre mundo está guardado nele.

6-3-011

sábado, 29 de maio de 2010

Eu?

Se eu faço poesias?
Não, claro que não.
As poesias estão
Por entres os indivíduos
Atravessando uma rua
Transitada por todas as coisas
Que há coração e maquinal.
Eu que tenho esse azar
Aventurado de cruzar
Vez em quando com uma
Ou às vezes atropelá-la
Para depois socorrê-la,
Padecer um gostar em volição,
Cumulá-la num livro
E criar esse vínculo
Maldito de depois ser
Chamado de poeta.

The, 5-10-009.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Condicional

Perceberíeis que as pessoas falariam, na maioria das vezes, no futuro do pretérito porque receariam afirmar querer?

segunda-feira, 29 de março de 2010

JORNAL DE POESIA - CLASSIFICADOS

Antiquário Poético e Cia anuncia:
Precisasse de grana para lançar livro.
capa dura/papel reciclado_126 pági-
nas. textos (poesia) antigos,raridades
e seminovos. contato:memoriasemen
tiras.blogspot.com - porque quem gos
ta de poesia velha é a novidade.*

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Soneto à beira de um portugal de neandertês.

É, admito a idéia de jogar confetes
no gramático e ainda, a um hipotético
carnaval, dançar enfeitado sobre

a marquise de um museu de lembretes
(a biblioteca), a virar um patético
desses da novidade... Ah, que desdobre

minha condição de ridículo orfeu
ou orgulhoso judas (jamais tadeu)

de um pseudo-romantismo tão sincero.
É que pra descer da marquise alheia,
só pule eu, o mesmo, e, senão a contento,

trocadilho velho da lolita era,
se é para o bem (sossego da plateia),
e, se, a um voo sem asas e sem acento.

the, 11-02-010.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Democracia é um café amargo.