terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Inteligência é isso de poupar as convicções de quem acha tê-las.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Soneto aos pós

Meu ser quase cadavérico atrás
De achar um estro de homem quase bom,
Ou espírito de porco, ou alma penada,

Que seja. Quero outro interior mais
Aberto, doença nova, novo dom
Com a sua mediocridade abastada

De ouro de tolo que é pra me comprar
Beleza, ou um aparelho de transar.

Cansei do filho da punheta pasmo
Me já de mal batida santidade...
Tudo é seu depressa, e dei-me à navalha

Se quase na tua boca meu orgasmo
Banha de torpor toda humanidade
Querendo meu coração mais canalha.

The, 20-11-009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Escritor profissional, ou profissionão?

Me pego rindo dos fatos diários do dia-dia do cotidiano... Não, certo, clichês à parte... É que algumas coisas eu não compreendo bem mesmo. Lendo um texto de uma poetisa (ela se retratou assim) piauiense em que a tal dita um hipotético soneto (ou talvez), fiz a busca do seu perfil virtual e quando assim me descubro a(a) expressão “Escritor Profissional”. Bem, daí me fiz as seguintes questões: É profissional o escritor que publica a obra? Por mais que um outro seja bom e nunca publicado ele também não seria profissional? Quando (a) gente ganha dinheiro, isso vira profissão, ou a palavra profissional é prejulgada no ofício?
Não me descubro insensato, a contestação é a mais expressiva maneira de interesse e o amadorismo se carrega aos verões e invernos de toda verve. Eu só coloco a esta maneira por somente trazer se são de boas cores se dizer por aí que sou, de repente, um “semiescritor, e/ou escritor semiprofissional”, traduzindo: um escritor meio talentoso e/ou um escritor de meia pataca?
Não acho que alguém escolhe, como se escolhe ser um médico, um motorista, ser um escritor (evidente, mas há quem escolha). Me falta dinheiro, anel no dedo, livros na prateleira (e alguns são como quadros, você os olha, mas não lê, mas é argucioso tê-los)... Ah, beleza, preservo a equivocada confissão do termo (talvez porque eu ainda não comprei meu computador portátil?? hahaha), se para os mais ou menos escritores servir de valia, mas não levo a resposta de quando me perguntarem o que faço eu me pegar dizendo: — Sou escritor amador, POR QUÊ? NUNCA VIU, NÃO?

The, 5/8/007.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Filosofiada de amor... pois é, vamos lá.

A gente escolhe por quem se apaixonar,
Olha e escolhe: É aquela pessoa!
Bem, há 5 minutos nesse intervalo (ou um
pouco mais, pra quem for mais lerdo)
Que se pode decidir e esquecer,
E é simples como o fato da escolha.
Existem múltiplas exageradas almas gêmeas.
Se consegue dar certo com quase qualquer um.
Quem está enlevado neste momento
Com alguém, não tem raciocínio pra isso
E tem razão, se tivesse, não estaria.
Não é o fato do sentir amor.
Este, sim, é exercício do intelecto.
A paixão... burrice (pura, mas inegável).
Ah, mas aquela pessoa...
Um grande problema é que, por fim,
O ser humano adora gostar de um problema,
Ou este não tem adoração por covardia.
Paixão e amor não andam juntos,
É preciso que a paixão acabe e seja,
Assim, substituída por outra coisa,
Tão válida, ou melhor. Sempre haverá mais saúde...
A inteligência não tolera a burrice por muito.
Isso de se escolher a paixão é reflexo
Do fato de imperar a astúcia ao momento,
Que adormece se assim arrebatada.
Por isso que quem se encontra nesse estado
Agora neste momento não entenderá,
E com razão. O amor é ensinado.

The, 26-06-009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cultura incestuosa

Fiz um poemeto daqueles que a gente realmente lambe como um filho... pois é...
Meu sobrinho, Vanderley, o comeu hoje de manhã.

The, 26-5-2007.

terça-feira, 13 de outubro de 2009


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Quando paro pra pensar que estou acompanhando, percebo ficando-me pra trás.

The, 4-10-009.